Olhando para o próprio umbigo

29.01.2019 | Artigos

Olhando para  o próprio umbigo

 

Recentemente estava fazendo uma reflexão sobre a minha vida como cristão ao longo dos últimos 10 anos, e sobre a evolução de comportamento que adquirimos.

 

No início, começamos a frequentar a igreja praticamente todos os dias, uma busca alucinada para ver os nossos problemas solucionados com um simples estalar de dedos de Deus, e para desfrutar daquelas bênçãos que os pastores falam em suas pregações. Chegamos carregados de embaraços emocionais, financeiros, psicológicos e tantos outros, achando que ali, naquela igreja, ao passarmos por aquela porta, tudo será resolvido.

Até que um ou outro problema vai sendo resolvido em poucos dias ou semanas.

Mas não temos a noção de que na verdade nosso grande obstáculo é receber uma nova vida, e isso sim, acontece com um simples estalar de dedos de Deus! E quando acontece, é nessa hora que simplesmente nos descobrimos completamente prostrados aos pés do Salvador. Que momento maravilhoso!

E assim é o início de uma nova jornada na vida daqueles que são alcançados pela graça irresistível de Deus, mas para isso, alguém precisa falar de Jesus para nós.

É fato que com o passar dos anos Deus vai nos lapidando, transformando, capacitando e a cada dia queremos mais e mais beber dessa fonte. Mas chega um momento na vida do cristão que ele vai se ocupando somente da sua própria vida. O que queremos alcançar, como resolveremos determinado problema, o que fazer para chegar num objetivo. São muitas prioridades surgindo, e é certo que depositamos nEle toda a nossa confiança, mas a partir deste momento é que começamos a desagradar ao Senhor, porque não se trata de nós, tudo o que Ele nos fez precisa ser replicado e proclamado aos quatro cantos, tudo o que vivemos na presença dEle precisa ser dito aos outros. Não podemos olhar para o próprio umbigo. Quantas pessoas ainda não conhecem a Cristo e passam por dificuldades talvez piores do que as que nós passamos no começo? Quantos não tem acesso à verdade libertadora do evangelho porque ninguém falou para eles que Jesus os ama e pode mudar completamente suas vidas?

Não podemos ser egoístas e mesquinhos de todo domingo irmos ao culto, nos fartamos com o pão da vida, e não dividirmos isso com outras pessoas. Assim que acaba o culto não temos tempo para mais nada além de cuidar da nossa própria vida.

Hoje eu te encorajo a libertar-se do banco da igreja, das quatro paredes que impedem a sua visão do próximo e compartilhar com o outro tudo aquilo que Jesus fez por você. Não falamos das maravilhas de Jesus no sentido de nos gabarmos, mas no sentido de que não éramos nada e Ele com todo o seu amor e misericórdia estendeu a sua mão, nos resgatou de uma vida medíocre, nos limpou, nos lavou, nos deu vestes novas, novas sandálias e selou o nosso coração e disse: “você agora é meu e todo aquele que o Pai me dá eu dou a minha vida por ele.(…) Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco, é necessário que eu as conduza também, elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.”

Precisamos ir atrás dessas ovelhas: um vizinho, um doente num hospital, uma pessoa carente numa comunidade, alguém chorando num velório e tantos outros lugares. Não existe um manual informando onde devemos ir, mas existe uma

ordenança: “E disse-lhes: “vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas.”

Elas precisam ouvir o evangelho de Jesus e ter a oportunidade de uma nova vida e isso só depende de cada um de nós.

 

DF

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Por Donato Farinelli